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GERAÇÃO XXI
REVISTA CRÉDITO AGRÍCOLA
MaisSolo
PORQUE O FUTURO
É O MAIS IMPORTANTE
A saúde do planeta exige,
a Europa é sensível,
Portugal esta a dar o
seu contributo. Em 2015
surgiu o projecto MaisSolo
cujo Grupo Operacional*
trabalhou de imediato a
respectiva candidatura
à bolsa de iniciativas
da Rede Rural. Os
argumentos do projecto
estão bem explícitos no
nome escolhido: MaisSolo.
Tudo para dar mais vida à
Terra. Mais biodiversidade.
Mais sustentabilidade.
Mais futuro…
que o conhecimento ancestral em torno de algumas técnicas e
práticas culturais, principalmente quando a forma de produzir
não era tão intensiva, veio conferir importantes ensinamentos à
investigação e desenvolvimento de novas soluções no âmbito do
projecto MaisSolo. “O nosso propósito é adaptar boas práticas
do passado à realidade do presente, porque o futuro passa mes-mo
por aí. Em concreto e na linha do trabalho que está em curso
um pouco por toda a Europa, num espaço e num tempo em que
emerge a necessidade de se identificarem bioindicadores – o
que passa, só para dar um exemplo, por saber quantas minho-cas
existem no solo… –, estamos a tentar apurar e quantificar
as mais-valias que podem resultar desta abordagem, em termos
de sustentabilidade ambiental e económica”, explica Ana Paula
Nunes. O projecto MaisSolo percorre diferentes etapas, desde
o desenho de protocolos à delimitação e instalação dos cam-pos-
piloto, sendo certo que a partilha e divulgação do conhe-cimento
entretanto produzido acontecem em simultâneo, seja
A ideia, distinguida com o Prémio Empreendedoris-mo
e Inovação CA 2018, na categoria Inovação em
Consórcio, é minimizar a utilização de químicos no
contexto da produção agrícola, tendo como alterna-tiva
combinados (misturas) de sementes que, proporcionando
bons níveis de produtividade aos agricultores, assegurem si-multaneamente
a saúde das terras em várias culturas – numa
fase inicial e experimental tendo por referência monoculturas,
sobretudo batata, milho e tomate. “Os potenciais utilizadores
das soluções que este projecto está a testar no terreno e assim
acontece nos campos-piloto no Ribatejo, Golegã, Salvaterra de
Magos e Vila Franca de Xira vão, esperamos nós, mudar a sua
forma de produzir ao concordarem que os químicos não são o
único caminho”, sublinha Ana Paula Nunes, coordenadora do
grupo operacional do projecto MaisSolo e responsável da área
de horticultura do COTHN – Centro Operativo e Tecnológico
Hortofrutícola Nacional, sediado em Alcobaça. É curioso notar