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REVISTA CRÉDITO AGRÍCOLA
INVESTIMENTO
O investimento em Portugal acelerou mais de 8% que em 2017. Como habitualmente, no nosso país o investimento vai em cerca
de metade para construção e a outra metade, por ordem decrescente de importância, para máquinas e equipamentos, produtos
de propriedade intelectual (como as patentes) e equipamentos de transporte. E porque é tão importante o investimento, quer
para o Estado, quer para as empresas? Desde logo para repor aquilo que é a degradação dos equipamentos e das infra-estruturas.
Em segundo lugar, porque podemos aumentar a capacidade de produção. E finalmente até para fazer face ao desenvolvimento
de novos produtos. Para além disso, é fundamental para gerar novos empregos, para que as empresas possam ser mais lucrativas
e gerar esses lucros, que depois até são tributados. Em 2017 o investimento acelerou muito. É preciso recuarmos a 1998 para
encontrarmos um crescimento tão forte. Mas, ainda assim, ficámos longe daquilo que foi o máximo de 2001. Este ano não ultra-passámos
70% daquele valor.
DÉFICE
O défice foi de -9,8% do PIB em 2009 e de -2%, em 2016. O défice orçamental
do Estado tem feito um trajecto notável nos últimos anos. Mas porque é que há
défice? Assim acontece porque normalmente as receitas do Estado são inferiores
às despesas – e esta diferença é o défice. Se as receitas do Estado fossem supe-riores
às despesas, havia superavit. Mas haver défice é sempre errado? Não, pelo
contrário. Em determinados países não muito endividados, é até recomendado
que as respectivas economias forcem os défices. Por exemplo, em momentos
de crise para se evitar agravar a essa situação, ou então para se fazerem grandes
investimentos públicos que estimulam a economia privada. E depois, já com uma
economia mais pujante, a ideia é obter mais impostos que financiam esses inves-timentos.
Ainda assim, o limite para o défice na União Europeia é de 3% do PIB.
E Portugal já está abaixo deste limite superior. Uma nota final: neste momento,
as receitas do Estado já são superiores às despesas no nosso Orçamento, antes de
se reconhecerem os juros da dívida, que são a última rubrica orçamental.
EDUCAÇÃO FINANCEIRA